domingo, 15 de janeiro de 2012

Continuar em frente...

Fazer do meu blogue um caderno dos muitos trabalhos que realizei enquanto andava na Faculdade, é voltar a lembrar esses tempos maravilhosos em que eu acreditava que valia a pena trabalhar, porque o nosso trabalho seria reconhecido. Só a inocência com que eu entrei para lá é que me podia dar essa ideia. Nenhum destes trabalhos que tenho escrito foram comentados, nem sequer emendados. Na Faculdade não se aprende a escrever, por isso, todos os trabalhos são originais e saíram da minha forja e do meu gosto pelo conhecimento. Aqueles que, no seu direito, lhe quiserem apontar defeitos e críticas podem fazê-lo, mas sempre tendo presente que eu navegava num mar desconhecido, sem bússola ou carta de marear. Era sempre à descoberta. Todavia, o meu gosto pela investigação mantém-se e continua a ser o que eu mais gosto de fazer. Por isso vou continuar em frente e recordar o que há vinte e dois anos foi feito. Hoje vou falar-vos do Cinema Português.
Até já!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"A Nova História" (Bibliografia)

Bibliografia

Bloch, Marc, «Introdução à História», P. Europa-América, 3º ed., Lx.,1987.

Carvalho, Joaquim Barradas de, «Da História Crónica à História Ciência», Livros Horizonte, 6ª ed., 1985.

Le Goff, Jacques, e outros, «A Nova História»,ed.70,Lx., 1989.

Le Febvre, George, «O Nascimento da Moderna História», ed. Sá da Costa, Lx.

Le Goff, Jacques, Roger Chartier, Jaques Revel, e outros, «A Nova História»
Livraria Almedina, Coimbra, 1990

Glotz, Gustave, «História Económica da Grécia», desde o período Homérico até à conquista Romana, Col. A Marcha da Humanidade, Vol. I, Tradução, notas e prefácio de Vitorino Magalhães Godinho, Ed. Cosmos, Lx.

Mandrou, Robert, «Introdution à la France Moderne, 1500-1640, Albin Michel

Neves, Almiro Pedro, e outros, «Novos Temas da História», Vol. 1, 12º ano, Porto Editora.

Serrão, Joel, in «Dicionário da História de Portugal», art. A. Herculano de Carvalho.

Vários autores, «Introdução à História», ed. Sebenta, I - Temas de História

Vilar, Pierre, «Iniciação ao Vocabulário da Análise Histórica», ed. Sá da Costa.

Jornais: In: Expresso, de 7/12/1985, e de 26/01/91. In: JL (Jornal de Letras) de 12 a 25/05/81; de 25 a 31/12/ 84; de 3 a 9/12/85. In: DN (Diário de Notícias), 24/06/90; 2/09/90; 20/01/91. In: Público, 6/03/90; 11/03/90; 4/01/91; 27/01/91; 29/01/91.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"A Nova História" (Apêndice)

Eis o nosso, presentemente, Janeiro de 1991: "Tragédia de Chernobyl continua a matar!" Uma criança de 11 anos faleceu, vítima desta catástrofe nuclear. A criança que "foi quase tudo no ocidente (...) foi destronada (...) agora há uma certa distanciação em relação a ela". Eis que me interrogo. Que futuro? Não são as crianças tudo? O futuro? São estas próprias "incertezas (...) que atravessam o campo da produção historiográfica, porque o próprio homem está a deixar de lado valores éticos necessários à própria vivência e sobrevivência em sociedade." Índios guaranis suicidam-se. Possivelmente por falta de identificação própria, de um ideal. Tentam que seja recuperada a sua "religiosidade tradicional". Porém, a selva amazónica, em nome de interesses económicos e do progresso, continua a ser desvastada. E temos, então, "o ano mais quente desde há 140 anos"
Mas este quotidiano é revelador na utilização de máscaras, quer nas pessoas, quer nos animais. Hoje por receio de ataques bioquímicos, amanhã por falta de oxigénio respirável, porque os homens estão a "destruir" o planeta Terra que habitamos. Futuro incerto em Moçambique e em Angola. Pobreza, violência, "a desordem internacional num mundo cada vez mais interdependente."
"Mudam-se os tempos, mudam-se as ideias", e fala-se em que "nos finais da década dos anos 80 se fecharam 160 anos de História." Assim será? Contudo, há ainda quem julgue que (apesar das "ideologias que enformaram as últimas décadas" estarem esgotadas), "não são as ideologias deste tipo, mas os dinamismos criativos de pensamento, os universos éticos" (D. José Policarpo) que podem vir a influenciar a História. Esta é, de certa forma, a ideia fundamental que partilho, e que está presente em todo o meu trabalho. Do tempo sem tempo, em que os homens adoravam os astros, ao tempo em que (segundo Philippe Ariès) "o homem de hoje já não tem muito bem consciência do tempo", que tempo nos separa?
E voltamos à "escrita de outros astros", onde Eduardo Prado Coelho fala sobre "uma imagem do tempo que findou." Efectivamente, quando vivemos uma guerra que custa "mil milhões de dólares por dia" aos E.U.A., para a qual contribuem a Alemanha, a Arábia Saudita, o governo do Koweit e o Japão, "que já doou quatro mil milhões de dólares" e que considera uma contribuição de mais "dois mil milhões", verificamos que a História nova enfrenta uma "primeira cruzada da era tecnológica", que terá que estudar profundamente. Quando se morre no mundo de fome, eis que, assustadoramente, nos entram em casa números astronómicos de gastos com a guerra! O Vaticano não pode deixar de referir a presença "de Israel nos territórios ocupados, a anexação de Jerusalém".
E a esta, eu acrescento a de Timor, e a tomada do poder em Angola pela força e não pelo cumprimento dos acordos de Alvor; acaso encontrarei justificação para esta guerra? Terei que deixar a questão em aberto para que um novo historiador, quem sabe, Jacques Revel, "o inventor de um novo estilo", me responda.

Lisboa, Janeiro de 1991

"A Nova História" (Apêndice)

Para tudo isto ser levado a bom termo, reuniram-se equipas de vários historiadores especializados em áreas que dão o contributo do seu saber. Jorge Alarcão escreveu sobre a romanização, e refere nesta entrevista que "é muito mais aquilo que ignoramos deles (romanos) do que aquilo que sabemos". Era necessário conseguir que as universidades tivessem uma maior verba disponível para os arqueólogos prosseguirem as suas escavações. Senão, permanecerão as "incógnitas." Não só as da década, de que João Carlos Espada nos fala, mas também aquelas que se referem a "quase um milénio de História."
E este interesse revela-o também Philippe Ariès que, na sua entrevista, fala do que verdadeiramente lhe interessa aprender através das atitudes dos homens perante a morte, a família, a criança; "é um conjunto de fenómenos (...) que se situam numa zona relativamente extensa (onde se passam muitas coisas), entre o biológico e o cultural, entre a natureza e a cultura." Eram fenómenos dos quais os historiadores não se ocupavam porque "pertenciam às coisas imutáveis." Hoje, o interesse dos historiadores abrange, se possível, o que se passou no passado mais remoto e o que se vive no quotidiano.

(continua)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"A Nova História" (Apêndice)

Na capa do trabalho: Lagoa Henriques que se me afigurou como possível retrato do historiador, aquele que "espreita" (qual útero materno), o presente, em busca de contribuir para um melhor futuro. Ele próprio, como escultor, tem contribuído para o nosso enriquecimento histórico. Diz-nos, nesta entrevista a Fernando Dacosta: "Procuro oferecer à escultura uma escala humana, as minhas peças têm características urbanas, tentam recuperar a escola grega...um monumento não é só uma estátua, é também um espaço de convívio."(4) Em Bagdad, o seu mais belo museu, foi destruído.
Era este espaço de convívio que desejaria fosse possível dar ao mundo inteiro, neste momento histórico tão ameaçador que vivemos. Lagoa Henriques diz ainda que "a nossa cultura é uma procura da alegria" e que acredita ter distribuído "algumas mãos cheias de alegria."
Acaso não contribuirá para a nova História este fazedor de esculturas, este mestre, poeta, pintor, quando nos diz que "a arte máxima é a arte de viver", porque "a vida é uma passagem muito breve, apenas nos dá a possibilidade de antevermos um universo fantástico?" Este universo está patente no reverso da capa: Raymond Aaron tornou-se, para além de historiador um espectador que viveu os acontecimentos da segunda grande guerra, e que se transformaram em crónicas coligidas em livro.
E eis que me surge novamente a referência a Tucídides, por Jean-Claude Casanova: "Ao iniciar o relato da guerra entre Esparta e Atenas, Tucídides justifica o seu papel de observador escrupuloso, cujo testemunho pode esclarecer os homens, porque, passado o tempo dos contemporâneos, apenas se forjarão lendas." Raymond Aaron defendia a tese da dificuldade de uma História do presente, "não por falta de objectividade, mas por ignorância das consequências que dão o seu significado aos acontecimentos." Eis que este seu livro "resolve esta contradição", Aaron testemunha e escreve, e verifica-se que "o sentido dos acontecimentos passados se constrói à medida que a História avança." Este avanço é flagrante, quando passo de imediato a colagens do jornal Expresso sobre a guerra no Golfo - da segunda para (possivelmente) a terceira guerra mundial, da qual nós estamos a ser espectadores.
O que verificamos? É que o comprometimento com esta guerra é total. Grandes manchetes em praticamente todos os jornais: todos armaram Saddam. Portugal vendeu 300 toneladas de urânio ao Iraque! Talvez! Acaso não haveria conhecimento da tragédia de Halabja? A 16 de Março de 1988(...) "cinco mil pessoas morriam em poucos minutos, vítimas das armas químicas iraquianas."! Acaso não seria de prever? A quem pedir responsabilidades por semelhante massacre? A comunidade internacional continuou a reconhecer o Iraque e, possivelmente, a vender-lhe armas! Esta guerra actual será, então, por uma questão de direitos humanos e direito internacional? Ou será caso que vigorarão predominantemente os interesses económicos do petróleo? Penso que todas estas interrogações levarão a profundos estudos por parte dos historiadores.
O contributo para tornar possível essas investigações partiu em parte de Fernand Braudel, que "decisivamente rigorizou os conceitos-chave do historiador," sobretudo o tempo, e que fundou cientificamente a História das civilizações, em especial, ao nível económico-social. Eis porque aqui junto as folhas dos jornais, que melhor me ajudaram a conhecê-lo.
Também o nosso historiador Vitorino Magalhães Godinho fez parte desse grupo da "Escola dos Annales" e ajudou-me a reflectir e a perspectivar um "nova História, que considera fundamental para definir o presente e, talvez, o futuro". Nesta sua entrevista diz que: "Portugal esteve, desde muito cedo, tão ligado a todo o mundo que a História dos portugueses é excelente miradouro sobre a História Universal." No entanto, alerta já para os mais diversos problemas: "o do cidadão lhe faltar acima de tudo um ideal"; para o excesso da técnica e de que "os problemas dos homens não se resolvem tecnicamente, (...) o excesso de objectos e excesso de informação". Para o perigo da informação controlada à escala mundial, o estarmos a viver "na sociedade do espectáculo." Por tudo isto, Vitorino Magalhães Godinho vê este fim de século com certa apreensão.
A esta entrevista com o historiador dos Annales, segue-se uma com o Professor Jorge Alarcão que deu o seu contributo para também em Portugal se empreender "uma História diferente com nova perspectiva". De facto, tudo o que li e estudei para escrever este breve ensaio, me marcava encontro com historiadores franceses. Será que só em França se faz uma nova História? Encontrei a resposta. Não. Em Portugal um grupo de historiadores meteu ombros a uma nova História de Portugal, sob a direcção de Joel Serrão e de A.H. Oliveira Marques. Esta nova História dá uma atenção muito grande aos problemas económicos, sociais e culturais, deixando de lado a história política, as guerras, batalhas, casamentos, dinastias.
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Nota:
(4) - In Público Magazine, pp.59/60, de 11/3/90.

(continua)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"A Nova História" (Apêndice)

Sou Homem e nada do que é humano me é alheio.
Terêncio

APÊNDICE

Marc Bloch morreu em 1944, fuzilado por alemães. Este historiador escrevia pouco tempo antes: "Sempre que as nossas sociedades estritas, em perpétua crise de consciência, se põem a duvidar de si mesmas, verificamos que se perguntam sobre se fizeram bem em interrogar o seu passado ou se o interrogaram bem." (1) Este "exame de consciência" leva-me precisamente a uma "inquietação" parecida com a que Marc Bloch descreve no seu livro, porque eu própria me interrogo: Quais as causas do desastre? Acaso a nova História terá sido bem interrogada? Eis porque completo o meu trabalho com fotocópias do passado recente, e do presente, patentes da minha atenta e sofrida vivência histórica.
Hoje que, pela primeira vez na História da humanidade, nos é dado viver em directo uma guerra, através da televisão; hoje que temos computadores, que permitem ao mesmo tempo facilitar a vida aos homens, aos historiadores, nas suas pesquisas de dados, mas que também programam os alvos dos bombardeamentos e a guerra das estrelas, eis que se continuam a sacrificar vidas humanas! Acaso morreu este historiador, e tantos milhões de pessoas, nas primeira e segunda guerras mundiais, e em tantas outras, em vão? Toda a ciência, toda a tecnologia terá que ser posta em questão. Dizer não a semelhantes catástrofes! Este folhear de páginas dos jornais diários é origem de uma angústia existêncial que nos faz questionar todas as teorias do conhecimento e se acaso não estaremos, efectivamente, a caminhar para um verdadeiro corte epistomológico, em que se passará de um século de progresso para um obscurantismo não condizente com seres dotados de razão.
Já "Tucídides relaciona as migrações e as revoluções dos tempos passados com as condições da agricultura, do comércio e da navegação, e com os conflitos das classes sociais."(2) Com que devemos nós, hoje, relacionar os acontecimentos que estamos a viver? Foi o que tentei, numa perspectiva da nova História, fazer através dos jornais e das notícias da televisão e da rádio. Quase que podemos dizer: "Estive lá".
Pierre Nora também nos diz, acerca do "acontecimento e do historiador do presente: "Não há acontecimento sem os media. Pense no desembarque na lua: (...) viver este acontecimento em directo é mudar totalmente a sua participação na História." muda a "própria percepção da História." E ainda o mesmo historiador diz: "É o jornalista o primeiro a joeirar (...) são os jornalistas os primeiros a transformar-se em historiadores do presente." (3) Aqui fica. Trabalho de jornalistas, fotógrafos; recolha minha.
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Notas:
(1)- In «Introdução à História», pp.12.
(2)- In «História Económica da Grécia», introdução por V. M. Godinho, pp.17.
(3)- In «Nova História», ed. 70,pp. 46,53.

(continua)

"A Nova História" (conclusão)

"Para o historiador, tudo começa, tudo acaba pelo tempo (...) tempos múltiplos e contraditórios da vida dos homens (...) tempo social de mil velocidades, de mil lentidões." (26)
F. Braudel

CONCLUSÃO

Esta "abstracção do modelo" verifica-se porque a História nova o tem sido, mesmo inclusivamente "em relação aos trabalhos de Fernand Braudel e à escola da revista Annales". Essa é a principal diferença em relação às correntes anteriores. Talvez os historiadores actuais se encontrem, como os primordiais, em busca de um modelo que dê resposta à sua necessidade de historiar. E este historiar é novo porque o próprio historiador se põe em causa como "observador". "Deixou de falar sob o ponto de vista absoluto", quer ele fosse mitológico e heróico, como o faziam os "logógrafos", ou baseando-se em Deus como explicação e justificação das acções dos homens ou "o progresso da humanidade, a luta de classes".
Hoje o historiador tem que justificar a necessidade e a urgência dos seus trabalhos, porque o seu campo de trabalho passa-se dentro da "História dos povos e das mentalidades", por isso de difícil delimitação. E esta nova História está empenhada, ao mesmo tempo, na renovação do estudo contemporâneo - na História do presente, do quotidiano - e no estudo da História mais antiga, "na ideia que temos dos Hititas, dos Gregos e dos Romanos."(26) Afigura-se-me, de facto, um projecto tão ambicioso que revoluciona o campo das ideias. Possui um discurso novo, também "baseado em observações científicas muito seguras", e consegue, de facto, pelo "prazer do texto"(27), organizar-se como uma ficção.
Termino como principiei: "A História é a Vida", e não será a vida uma imensa ficção? Por isso, a História jamais terá fim, contrariando os paladinos que o anunciavam, como é o caso mais recente de Fukuyama. estaremos a viver precisamente um momento em que é necessário substituir a ideia de História porque a anterior findou? Mas isso é a prova mais evidente que ela está viva, novos fluídos irrigam as suas veias. A História continuará para além da transformação do tempo. Enquanto pulsar vida ao cimo da terra haverá sempre uma nova História que se anuncia.
Vivemos possivelmente o início de uma terceira guerra mundial; os direitos humanos estão a ser violados, povos dizimados, os regimes políticos foram abalados, cairam os muros, as "chagas" do comunismo estão patentes. A democracia enfrenta um desafio, é posta em causa; no horizonte novas formas de absolutismo, de censura, de fanatismos religiosos se vislumbram.
Nacionalismos, racismos, lutas tribais, fome, desemprego, desamparo na infância e na velhice, questões de fronteiras e ambientais, são todos os dias postas aos homens. As mais elementares regras éticas, quer no plano pessoal, quer no plano social, são violadas; existe uma falta de fé no progresso, nas próprias estruturas religiosas, quer elas sejam católicas ou saídas da Reforma. Verificamos que não dão provas, na prática, da bondade, fraternidade, inter-ajuda cristã. Pelo contrário, é nítida a necessidade de poder, de afirmação. Essas atitudes levam a surgir seitas, adivinhos, superstições, que alimentam a necessidade que os homens sentem de acreditar em algo.
E de um tempo de "mil velocidades" científicas que nos colocou perante todo este aparato bélico mortífero da guerra do Golfo, dos processos químico, biológico e de manipulações genéticas, sentimos que se poderá regredir para o obscurantismo, para um "tempo social de mil lentidões", se os homens não acreditarem em si próprios e não encontrarem dentro de si forças para mostrarem que é possível acreditar num mundo melhor, e partir para a sua construção com fraternidade.
Eis, para mim, a imensa tarefa que se apresenta à nova História, ao historiador: fazer com que renasça a forma como Políbio via a História, como "mestra da vida", para que, através dela, se faça luz na mente dos homens e verifiquem que, como dizia João Paulo II, em apelo à paz, "a guerra é uma viagem sem retorno".
Eis a justificação e a urgência do trabalho do novo historiador: contribuir para alicerçar um mundo de ideais fraternos e democráticos. E porque "não existe nada fora da História": (28)ajudemos nós todos e cada um, a edificação da nova História num sistema sempre em aberto, mas sem fim.
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Notas:
(26) - Le Goff, J., e outros, «A Nova História», pp.9.
(27) - Idem, cit. Duby, Georges, pp.43.
(28) . José Saramago, in entrevista de Fernando Dacosta, JL, nº 50, de 18 a 31/01/83, "Escrever é fazer recuar a morte é dilatar o espaço da vida."